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GENTE ESTA TENDO "O QUEBRA NOZES" NO TEATRO ALFA, DO CISNE NEGRO
EU JÁ ESTOU PARA VER NÃO PERCO POR NADA NESSE MUNDO
MAIS INFORMAÇÔES NO SITE:http://www.teatroalfa.com.br ou http://www.cisnenegro.com.br
Escrito por Flávio Tazinazo às 12h39
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Bailarinos cubanos "para exportação" ganham destaque mundial
Por Reny Martínez
HAVANA (Reuters) - Em uma velha mansão colonial em Havana, uma bailarina lendária e quase cega dirige, com coragem inusitada, uma companhia clássica de balé que produziu um conjunto de bailarinos virtuoses que estão fazendo sucesso em todo o mundo.
A mundialmente conhecida Alicia Alonso, 83 anos, dirige o Balé Nacional de Cuba (BNC) com a ajuda de outros bailarinos e professores prestigiosos, sem falar na destreza técnica e artística nascida do talento e do treinamento rigorosos.
A jovem escola de balé cubana nasceu em 1948 e aproveita o melhor das companhias mais antigas, especialmente a russa, a francesa e a inglesa, somado a um toque de sensualidade caribenha mestiça.
O grau de desenvolvimento alcançado pelo balé cubano surpreende aos amantes da arte distantes da pequena ilha comunista, que tem 11 milhões de habitantes. Os jovens bailarinos cubanos vêm despertando o interesse de empresários, diretores e coreógrafos famosos.
Carlos Acosta, 31 anos, é o primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres e na temporada 2003-2004 foi considerado o melhor dançarino da Grã-Bretanha.
De origem humilde, o mulato Acosta é incluído no rol dos maiores bailarinos mundiais, como os russos Rudolf Nureyev e Mikhail Baryshnikov.
José Manuel Carreño, 37 anos, foi o bailarino principal do American Ballet Theatre (ABT), de Nova York, durante quase dez anos e é descrito pelo diretor artístico da companhia, Kevin McKenzie, como "um cruzamento entre um príncipe e um felino".
Outras grandes companhias de balé espalhadas pelo mundo ostentam entre seus "principais" alguns bailarinos cubanos, tais como Lorna Feijóo e seu marido, Nelson Madrigal, no Boston Ballet, e sua irmã, Lorena Feijóo, no San Francisco Ballet, onde o ex-bailarino Jorge Esquivel trabalha como professor.
E a América Latina também se mostra receptiva à contribuição artística da escola cubana de balé. Há mais de 15 anos, destacados bailarinos, professores e coreógrafos cubanos trabalham em companhias de balé do Chile, Argentina, Uruguai, Brasil e México.
"Temos algo diferente em nossa maneira de dançar", disse Carreño, que recentemente recebeu o prêmio Dance Magazine 2004 por sua contribuição para o balé. "Talvez nos diferenciemos pela maneira expressiva como nos projetamos na dança. Fomos treinados para sermos viris e cavalheirescos."
"Dos prêmios que já recebi em minha carreira, este (Dance Magazine) foi o que me deu mais emoção e satisfação, porque sou o primeiro cubano que o recebe desde Alicia Alonso, em 1958."
ÍCONE DO BALÉ
Uma das maiores bailarinas da história do balé mundial no século 20, Alicia de la Caridad Martínez del Hoyo -- que se tornou Alonso quando adotou o sobrenome de seu primeiro marido -- foi estrela do ABT em Nova York nos anos 1940 e desde o início se "apropriou" do papel principal de "Giselle", quando acabava de recuperar-se de um desprendimento da retina, aos 23 anos.
A matriarca do balé cubano não deu ouvidos aos conselhos médicos e preferiu continuar dançando até quase ficar cega. Primeira bailarina absoluta, ela só pendurou as sapatilhas com quase 70 anos.
Sua técnica deslumbrante inspirou coreógrafos famosos para criar obras para ela no ABT. Ela foi a primeira dançarina das Américas a dançar com os balés de Bolshoi e Kirov na segunda metade do século 20.
Em 1959, com o apoio moral e financeiro do líder cubano Fidel Castro, ela e seu ex-marido Fernando Alonso, pedagogo emérito que hoje tem mais de 90 anos, converteram o estatal Balé Nacional de Cuba numa companhia de categoria mundial
Escrito por Flávio Tazinazo às 16h12
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A RESPIRACÃO NA DANCA
No início do século passado o ator francês François Del Sarte criava uma série de conceitos baseados na observação da gestualidade humana que influenciariam de maneira decisiva a concepção da dança moderna. Foi a americana Martha Graham quem absorveu e codifcou de maneira mais sistemática e efetiva os princípios da respiração correta salientados pelo delsartismo. A professora Penha de Souza, especialista na técnica Graham, não hestia em afirmar que "enquanto técnica, Graham é basicamente respiração". Os princípios de concentração e relaxamento, assim como os movimentos de contração e expansão, são diretamente vinculados ao trabalho respiratório. E, independentemente da técnica utilizada, observa que a respiração influencia sempre na movimentação. O coreógrafo Brenno Mascarenhas que usa jazz desenvolvendo um trabalho de pesquisa de energia, e a própria Penha são unânimes em admitir que "a respiração incorreta possibilita um número menor de movimentos além de provocar uma ruptura na seqüência de harmonia da dança".
E mesmo no balé clássico a aplicação correta da respiração pode colaborar efetivamente para o trabalho, como explica a professora Sylvie Lagache, que ministra aulas de consciência pela dança e balé clássico seguindo um método particular. "Cada vez que se abre os braços é importante inspirar e ao fecha-los expirar, assim a coordenação fica mais clara, o que ajuda a entender o movimento." Este é apenas um dos exemplos. A respiração deficiente provoca, completa Benno, "uma queda substancial na qualidade da dança. O desgaste do bailarino torna-se maior porque os músculos ficam tensionados e o equilíbrio e a sustentação do corpo são prejudicados".
Para evitar vícios, este aprendizado deve se iniciar desde cedo. Brenno e Penha consideram importante acrescentar aulas práticas para crianças a partir dos 9 anos, explicações teóricas sobre a importância de respirar corretamente. A partir desta conscientização é possível melhorar a liberação de energia sem tensionar os músculos.
Além das Artes Marcias e da Yoga, trabalhos mais recentes como o Bioenergética também se valem da importância da respiração, provando a sua atuação no aspecto psicológico e não meramente físico.
Como salienta Sylvie Lagache, antes da técnica é fundamental compreender o movimento. De dento para fora. Sem separar o corpo da mente. A respiração consciente é essencial neste processo. O ideal é deixá-la fluir sem suspende-la ou bloqueá-la para que se tenha não somente uma substancial melhora na qualidade da dança e dos demais exercícios físicos, como também na qualidade de vida.
Fonte: Revista Dançar - N° 24

Escrito por Flávio Tazinazo às 22h30
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Olá, pessoal... Bom as inscricoes para a o EXEME CLASSIFICATÓRIO DA ESCOLA BOLSHOI estão abertas.
Gente não perca esta oportunidade... bom eu ja mandei minha ficha de inscricão agora só falta a sua.Mais Informacões no Site:www.escolabloshoi.com.br

Escrito por Flávio Tazinazo às 14h28
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Ballet é coisa de Mulher?
Há algum tempo, uma renomada rede de televisão brasileira transmitiu uma reportagem sobre a companhia de balé do Kirov, uma das mais conceituadas do mundo. Um repórter que nesta gravação trabalhava, ao ver os bailarinos durante um ensaio, teceu um comentário que, por descuido técnico, foi ao ar em cadeia nacional: "isso é coisa de veado". Não sabemos e dificilmente saberemos se isso foi uma dessas brincadeiras que se fazem entre colegas de trabalho ou se o autor de tal afirmação realmente acreditava no que estava dizendo. Certo é porém, que esse fato traduz uma idéia de certa forma generalizada em nossa sociedade com respeito ao bailarino profissional. Levei muito tempo para vencer o preconceito que cercava qualquer atividade relacionada ao homem na dança acadêmica e comecei a tomar aulas de balé aos vinte anos de idade. Apesar de ter alcançado a profissionalização, muito lamentei ter perdido alguns preciosos anos considerando o que os outros iriam pensar caso soubessem que eu estava freqüentando uma escola de balé. Hoje sei que não fui o único a vivenciar esse tipo de problema e que muitos podem ainda passar por isso. Sendo de um país povoado por bailarinos natos e no qual, em quase todas as festas e comemorações populares, dançar é quase uma necessidade, não conseguia entender de onde vinha e onde tinha começado o preconceito com respeito àqueles que se dedicavam profissionalmente à dança. Cheguei a pensar que isso fosse fruto de ignorância ou de uma falta de tradição cultural nesse campo artístico. Qual não foi minha surpresa ao chegar à Europa, berço desta arte no ocidente, e perceber que as opiniões com respeito a esse tema não diferiam muito daquelas que eu conhecia no Brasil. Fazendo uma retrospectiva histórica da dança, percebe-se que esta, desde os primórdios da civilização, foi e continua sendo uma atividade inerente à existência humana. Esteve presente nos ritos, nos exercícios de preparação para a guerra, nas formas mais variadas de expressão popular, na educação da nobreza aristocrática, nas artes cênicas, etc. Em todas estas variantes houve sempre uma participação masculina intensa e que freqüentemente chegava a suplantar a da mulher. Os papéis de destaque dos balés clássicos de toda a fase pré-romântica, por exemplo, eram dançados quase que exclusivamente por homens, e são inúmeros os nomes de bailarinos que nesta época tornaram-se astros de projeção internacional. Somente com o advento das sapatilhas de ponta e a chegada do romantismo é que o homem foi perdendo seu espaço cênico, até tornar-se gradualmente um mero suporte para as bailarinas, cujos papéis passariam a ocupar o centro das narrativas românticas. A este período remete-se provavelmente a associação entre balé e feminilidade, associação esta que se estendeu a quase todos os outros tipos de danças teatrais ocidentais, criando uma mentalidade que ainda hoje prejudica o acesso do homem a esta atividade. No decorrer deste século muito foram os coreógrafos e bailarinos que, tanto no balé clássico como moderno, ajudaram a resgatar o espaço masculino nos palcos e popularizar esta arte junto ao público. Percebe-se no entanto, que ainda persiste uma grande resistência por parte da sociedade em aceitar a prática da dança como um hobby ou uma opção artística normal para o homem. Prova disso é a quase inexistência de rapazes nas escolas especializadas. Insiste-se ainda em estigmatizar o balé como um amontoado de maneirismos estereotipados e uma atividade basicamente feminina. A afirmação do repórter é apenas mais uma confirmação desta mentalidade. Entretanto, alguém que tenha visto nomes como Baryshnikov ou Bujones dançando peças como "Le Corsaire'' ou "Don Quixote'', sabe que esse estigma não corresponde à realidade. O que tem a dança em si a ver com a natureza sexual dos bailarinos? Não parece um pouco fora de lugar considerar que o simples fato de exercitar-se em algum esporte ou em alguma arte marcial, tocar um instrumento, pintar ou cantar venha a mudar radicalmente o que em princípio já deveria estar formado na idade em que se iniciam estas atividades? Porque seria diferente com a dança? A arte pode sim recriar o ser humano, mas somente a partir de uma essência já existente. Vivemos em uma sociedade mecanizada e sedentária, onde o stress faz parte do dia-a-dia e as atividades físicas tendem a reduzir-se ao mínimo necessário. Há, em contrapartida, uma conscientização crescente de que o ser humano necessita de movimento para um bom funcionamento do corpo e da mente. Essa tendência, associada aos ideais de beleza física atualmente vigentes, tem ocasionado uma grande procura por algum tipo de atividade que venha a trabalhar, de uma forma ou de outra, especificamente com o corpo. Percebe-se que, entre o público feminino, a dança é uma das modalidades preferidas, coisa que não acontece em se tratando dos homens. Provavelmente estarão fazendo "body building'' ou algo parecido, que seja "conveniente'' para o gênero masculino. Interessante é observar também que, desde a infância até a adolescência, freqüentar uma escola de dança é quase um "must'' para as meninas, enquanto que a presença de garotos é praticamente inexistente neste setor. Será que todos aqueles meninos que não estão ali chegaram espontaneamente à conclusão que dançar é coisa de mulher? Sabemos o quanto importa nos dias de hoje resultados que possam ser quantificados. Nos esportes quase tudo pode ser quantificados. Nos esportes quase tudo pode ser traduzido em números. Na dança não. Entendemos que, para os futuros "guerreiros dos números'' talvez seja importante aprender a calcular suas capacidades e seu poder de concorrência desde cedo e que seus pais se preocupem e os estimulem nesse sentido. Já na dança, o que se pode medir na dança? Em que tabela serão mensuradas coisas subjetivas que acontecem quando alguém está movendo-se literalmente com o corpo e alma e vivenciando sensações que a razão desconhece mas o corpo sente? É difícil, provavelmente impossível. Talvez seja este mais um fator marcante para que os pais prefiram pôr os meninos a se exercitarem em "esportes contábeis'', apesar da prática da dança trazer todos os ganhos que os esportes em geral oferecem, e contar com a vantagem de ser um grande meio de expressão, uma manifestação artística. A dança é um dos veículos de comunicação mais antigos que o homem conhece, pois origina-se do movimento, que por sua vez é um dos elementos que caracterizam a vida. Por isso mesmo é uma lástima continuar privando meninos e rapazes de uma experiência tão pertinente à natureza humana. Quanto tempo vamos continuar pasmando ao ver nossos bebês, que mal conseguem ficar em pé ou falar, já ensaiando suas primeiras danças ao ouvirem algum ritmo, sem que percebamos o que está por detrás disso? Quanto tempo vamos continuar esperando que nossos garotos desaprendam a dançar? Balanchine disse: "balé é mulher". Béjart respondeu que a dança é masculina. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, balé não é mulher e dança não é só balé. Dançar é humano, demasiado humano Ernesto Gadelha é bailarino

Escrito por Flávio Tazinazo às 02h41
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O Ballet e o Homem
O ano 2000 chegou, o próximo milênio está por vir e algumas coisas insistem em não mudar. Como conceber que, ainda hoje, uma manifestação artística importante como a dança continue possuindo um estigma tão forte? Em um país latino e machista como o Brasil, a incursão de homens pelo balé é sempre associada ao homossexualismo. Isso provoca a inibição de potenciais talentos, criando uma verdadeira carência de artistas na área. A professora Débora Tabra, coordenadora da Escola de Dança do Teatro Guaíra, conta que a instituição na qual trabalha chega a oferecer bolsas para meninos e rapazes interessados na arte do balé. "O mercado precisa tanto de homens que eles nem precisam dançar maravilhosamente bem para entrar em algum grupo", diz. A formação tardia dos bailarinos brasileiros em relação às meninas aumenta a distância técnica entre profissionais dos dois sexos. Para Débora, o preconceito sobre a dança é resultado de falta de compreensão da arte em si. "Quem conhece o papel masculino dentro do balé sabe que é preciso muito preparo físico e virilidade". Contudo, muita gente ainda acredita que os bailarinos fazem os mesmos movimentos delicados e suaves das moças. O interesse de meninos pela área muitas vezes é podado pelos próprios pais. Além de todas as questões que envolvem a sexualidade, o fator econômico acaba sendo determinante no discurso anti-balé. "Minha mãe teve um certo receio no início, pois acreditava que a profissão não dava futuro", lembra o bailarino Márcio Ribeiro, de 22 anos. Estudante do 2º ano da FAP e aluno do curso do Guaíra, ele já deu aulas e atualmente trabalha com dança no Parque da Mônica. A qualidade de vida trazida pelo balé surpreendeu a família de Tales Gabriel Bueno, de 11 anos. "Ele ficou mais solto", diz Rosângela Viana, mãe do garoto. No entanto, Tales ainda tem problemas em assumir para os amigos sua atividade. "Ele não conta para todo mundo. Os meninos do prédio às vezes vêem ele chegando da aula e tiram um sarro, mas digo para encarar tudo com bom humor". Rodrigo Vieira, 18, dança há quatro anos e conta que o preconceito muitas vezes acontece dentro da escola de balé. "Muitas meninas soltam piadinhas de mau gosto. Já vi garotos que chegaram a chorar". Para ele, um grande problema do balé brasileiro é a falta de uma didática mais direcionada para os homens. Sempre tendo aulas com mulheres, os bailarinos acabam adquirindo os trejeitos de suas colegas. Débora Tabra conta que a Escola do Guaíra se empenha em desmistificar o balé para os rapazes. "A gente começa mostrando os tipos de dança que eles aceitam, até chegar na clássica". Com os alunos menores, os professores procuram mostrar casos de bailarinos conhecidos e respeitados. De acordo com Débora, os meninos mais novos normalmente não apresentam problemas em relação ao preconceito contra a dança. Porém, a resistência de alguns pais de adolescentes ainda é forte. "Muitos jovens param de dançar pelo fato dos responsáveis pressionarem. Eles acabam dando uma pausa para conseguir uma certa independência financeira, então retomam os estudos". Para a professora Maristela Teixeira, coordenadora artística da Escola do Balé Bolshoi, em Joinville, a solução para o fim da discriminação aos bailarinos deve partir dos próprios profissionais da área. "É preciso batalhar por reconhecimento, não apenas reclamar de falta de espaço". Débora Tabra discorda um pouco de sua colega catarinense: "Acho que os profissionais de dança já fazem mais do que podem. São artistas só pelo fato de trabalharem enfrentando situações tão difíceis". Mas ela afirma que os bailarinos devem se preparar melhor, pois só assim será possível mostrar seu potencial para quem pode ajudá-los a mudar esse quadro. Contra o preconceito enfrentado pelos bailarinos em seu cotidiano, Márcio Ribeiro aconselha apenas a tranqüilidade. Para ele, a segurança de estar fazendo o que realmente gosta é o mais importante. O psicólogo Perci Klein compartilha da mesma opinião, mas acredita que os rapazes devem estar preparados para enfrentar momentos desagradáveis. "É preciso ter noção das conseqüências, pois sempre vão ser motivo de piadas e risos". De acordo com Klein, as famílias não têm muito o que fazer se a dança é a verdadeira vocação de seus filhos. Para ele, a questão é cultural e está relacionada com os valores apresentados nos meios de comunicação. Se um menino brasileiro aprende desde cedo a brigar e jogar bola, a mesma coisa nem sempre acontece em outros países. "Na Rússia, se um garoto entra para o Bolshoi, a família fica na maior alegria", diz.
Gazeta do Povo - Caderno G

Escrito por Flávio Tazinazo às 02h32
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Estilos de Ballet
O Ballet Romântico é um dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do Ballet. Esse tipo de dança atraiu muitas pessoas na época devido o Movimento Romântico Literário que ocorria na Europa na primeira metade do século XIV, já que se adequava à realidade da época, pois antes as pessoas diziam que não gostavam de Ballet porque não mostrava nada do real. Os balés que seguem a linha do Romântico pregam a magia, a delicadeza de movimentos, onde a moça protagonista é sempre frágil, delicada e apaixonada. Nesses Ballets se usam os chamados tutus românticos, saias mais longas que o tutu prato. Estas saias de tule com adornos são geralmente floridas, lembrando moças do campo. Como exemplos de Ballets Românticos podemos citar 'Giselle', 'La Fille Mal Gardée' e 'La Sylphide'.
O Ballet Clássico, ou Dança Clássica, surgiu numa época de intrigas entre os Ballets Russo e Italiano, que disputavam o título de melhor técnica do mundo. Sua principal função era expremer ao máximo a habilidade técnica dos bailarinos e bailarinas e o virtuosismo que os passos de ballet poderiam mostrar e encantar toda a platéia. Um exemplo deste virtuosismo são os 32 fouettés da bailarina Pierina Legnani em 'O Lago dos Cisnes', ato que fazia milhares de pessoas ficarem de boca aberta. Esses Ballets também se preocupavam em contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas. Nestes Ballets procura-se sempre incorporar seqüências complicadas de passos, giros e movimentos que se adequem com a história e façam um conjunto perfeito. No Ballet Clássico a roupa mais comumente usada eram os tutus pratos, aquelas sainhas finas de tule, marca característica da bailarina, pois permitiam que as pernas da bailarina fossem vistas e assim ficasse mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados corretamente. Como exemplos de Ballets Clássicos temos o já citado 'O Lago dos Cisnes' e 'A Bela Adormecida'.
O Ballet Contemporâneo, mais conhecido por Ballet Moderno, foi criado no início do século e ainda preserva o uso das pontas e gestuais ainda muito próximos do Ballet Clássico. Neste estilo de dança a coreografias começam a ter ideologias diferentes. Não há mais uma história que segue uma seqüência de fatos lógicos, mas sim muitos passos do ballet clássico misturados com sentimentos. As roupas usadas no Ballet Contemporâneo são geralmente colãs e malhas, como em uma aula normal, para dar maior liberdade de movimento aos dançarinos. É o estilo que vem antes da dança moderna, que esquecerá os passos clássicos, dando ênfase somente aos movimentos corporais. Seu principal difusor foi George Balanchine, em Nova York, com belíssimas coreografias como Serenade, Agon e Apollo.
Fonte: Site Uma bailarina
Estilos de Bailarina
Tipos fisicos
Longilíneo - Pessoa alta, magra, pouco busto, quadris estreitos, pode usar qualquer modelo de figurino, podendo evitar, naturalmente as listras verticais. Altura entre 1,70 e 1,75m.
Longilíneo miniatura - Apresenta as mesmas características do tipo físico anterior, porém com 1,60m de altura.
Triangular - Pessoas com ombros e bustos pequenos e, quadris avantajados, devem evitar saias rodadas, pregas e cintura marcada.
Triangular invertido - Busto desenvolvido, ombros largos e quadris estreitos, os que possuem estas características esquivem-se das saias justas, mangas bufantes, babados na altura do busto e usar decotes em forma de V.
Simétrico - O tipo que tiver busto e quadris com a mesma medida e a cintura não muito fina, deve fugir das roupas colantes.
Nórdico - Altas e fortes, busto e quadris com a mesma medida, cintura não muito fina, com altura acima de 1,68m, não podem usar roupas cheias de detalhes, nem estampas chamativas.
Cheinho - Linhas bem acentuadas, mas gordinha, não deve vestir roupas que marquem o contorno do corpo e nem listras horizontais.

Escrito por Flávio Tazinazo às 17h16
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O Lago dos Cisnes
Balé dramático em quatro atos Libreto: V.P. Begitchev e Vasily Geltzer Coreografia: Julius Reisinger (primeira produção); Marius Petipa (1º e 3º atos, segunda produção) e Lev Ivanov(2º e 4º atos, segunda produção) Cenários: Shangin, Valtz e Groppius (primeira produção); Botcharov e Levot (segunda produção) Música: Piotr Ilyich Tchaikovsky Figurinos: H. Simone e Vormenko Estréia mundial da primeira produção: 20 de fevereiro de 1877, no Teatro Bolshoi, Moscou. Pelágia Karpakova interpretou Odete-Odile e S. Gilbert II, Siegfried. Segunda produção: 27 de janeiro de 1895 no teatro Maryinski, em São Petersburgo. Pierina Legnani interpretou Odete-Odile e Paul Gerdt, Siegfried.
Libreto
Ato I
Uma festa era realizada em comemoração ao 21° aniversário do príncipe Siegfried, porém, justamente por ter atingido a maioridade, a Rainha-mãe decide que na noite seguinte o rapaz deveria escolher sua noiva, em meio a um grande baile.
Ato II
O príncipe e seus amigos resolvem ir até a floresta para caçar, quando avistam em um lago diversos cisnes. Siegfried prepara-se para atirar, no entanto os cisnes transformam-se em belas e jovens princesas. Odete, a Rainha dos Cisnes, conta-lhe o que lhes aconteceu, o bruxo Rothbart lançou a todas aquelas moças uma maldição. Durante o dia elas seriam cisnes e somente após a meia-noite até a aurora se transformariam em humanas. O encanto só seria quebrado se Odete encontrasse um jovem bom, de coração puro, que a amasse e jurasse à ela fidelidade. Siegfried se apaixona por Odete e jurando seu amor, convida-a para ir ao baile que haveria no dia seguinte, no qual quebraria o encanto. A princesa adverte Siegfried para as artimanhas de Rothbart.
Ato III
Durante a festa, vários convidados que chegavam de diversos lugares mostravam suas danças. A Rainha-Mãe apresenta ao príncipe seis princesas, para que ele escolhesse uma delas para ser sua noiva. O príncipe não demonstra interesse algum por nenhuma, seus pensamentos estão voltados para Odete. A chegada de um estranho cavalheiro e sua jovem filha é anunciada. O cavalheiro é Rothbart que havia se disfarçado de nobre, enquanto a jovem moça era Odile, filha de Rothbart, que por magia de seu pai adquirira a aparência de Odete. O príncipe, sentindo-se eufórico ao ver sua amada, não percebe que ainda não é meia-noite e que aquela não poderia ser Odete. Dança com a moça, fazendo sua escolha e juras de amor à ela. Depois de notar seu equivoco, sai correndo desesperado em direção ao lago.
Ato IV
Odete junto a suas amigas, sente-se totalmente desamparada e traída. O feiticeiro encontra o príncipe, com o qual luta tentando mata-lo, convocando todas as forças da natureza. Odete e o príncipe atiram-se no lago, provando o amor verdadeiro de Siegfried e quebrando o feitiço, além de destruir o próprio Rothbart.
 
Escrito por Flávio Tazinazo às 14h24
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